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Movimento revolucionário, regionalista e bem elaborado deixou sua marca no cenário musical de Belo Horizonte e é um legado para o país por Jaciere Avelar

Imagine a seguinte cena: passar pelo boêmio bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, mais precisamente pelo cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, e se deparar com Milton Nascimento, Lô Borges e Toninho Horta tocando violão. Hoje em dia, isso parece impossível, mas nos anos 60 essa cena era bem comum.

O cenário da época era de repressão política, mas já aconteciam mudanças na música brasileira. Novos artistas surgiam e era um momento no qual todos queriam dar ênfase às suas vozes. Surge então o Clube da Esquina, um grupo de artistas que escreveram um dos importantes capítulos da história da Música Popular Brasileira em Minas Gerais.

Seus integrantes, fãs dos The Beatles, gostavam de assuntos culturais, políticos e colocavam em suas letras temas sociais e o cenário mineiro da época. No início, Milton Nascimento, Wagner Tiso, Fernando Brant, Lô, Telo e Márcio Borges, Nivaldo Ornelas, Toninho Horta e Paulo Braga formavam o time.

A origem do nome “Clube da Esquina” deve-se a duas ruas de Belo Horizonte: Paraisópolis e Divinópolis, que era o ponto de encontro dos músicos. Com o sucesso do disco, os “mineirinhos” ficaram conhecidos até nos Estados Unidos como “The Corner Club” e quem não conhecia Minas Gerais, quis conhecer.

 

Jaciere Avelar
Komunic Comunicação Integrada

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